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Como os organismos internacionais veem os usuários de drogas?

Qual o grau de prioridade dado aos usuários de drogas na agenda dos organismos multilaterais na região? Como se poderia melhorar a atenção dada a essas populações? Com essas perguntas foi aberta a mesa “Os usuários de drogas na agenda dos organismos multilaterais”, que na quinta-feira à tarde, dia 26, reuniu representantes de quatro agências das Nações Unidas e da agência de cooperação internacional Aliança Internacional. O encontro colocou em evidência as diferentes visões existentes nas agências sobre os problemas associados às drogas.

Em uma mesma mesa, o Escritório das Nações Unidas contra as Drogas e o Crime (UNODC), o Programa Conjunto sobre HIV/AIDS (UNAIDS), a Organização Pan-Americana de Saúde (OPS), o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e a agência de cooperação Aliança Internacional contra o HIV/AIDS apresentaram qual é a visão e a experiência dos organismos multilaterais na construção da agenda pública.

“As políticas de drogas têm a ver com a reflexão sobre a prevenção, a promoção da saúde e o respeito aos Direitos Humanos, buscando também a segurança pública através do combate ao crime organizado”, destacou Bo Mathiasen, representante regional da UNODC para o Brasil e o Conesul.

Por sua vez, Pedro Chequer, coordenador da UNAIDS no Brasil, destacou o rol dos movimentos sociais de HIV e drogas e afirmou que “é necessário expandir a oferta de serviços para usuários de drogas soropositivos”.

Pela OPS/OMS, Marcelo Vila, coordenador sub-regional em HIV/DST, destacou que “o preconceito e o estigma aos usuários de drogas também existem na saúde pública”. Vila afirmou que “se não há serviços de saúde para usuários de drogas, e se os usuários de drogas veem que podem sofrer preconceito simplesmente por usar drogas, não buscarão os serviços de saúde”. Nesse mesmo sentido, David Ruiz Villafranca, representante do PNUD, reforçou que na agência “se prioriza o desenvolvimento humano em geral e não se restringe exclusivamente a uma abordagem de saúde”.

Por fim, Javier Hourcade Bellocq, representante regional para a América Latina e o Caribe da Aliança Internacional contra HIV/AIDS e diretor executivo de Amigos do Fundo Global - América Latina e Caribe, afirmou que “nos países onde se prendem usuários de drogas há maior prevalência de HIV entre usuários de drogas injetáveis”.

Para concluir a mesa, o moderador Pablo Cymerman, responsável pela área de Relações Institucionais da Intercambios e pesquisador da Universidade de Buenos Aires, destacou que tanto a Assembléia Geral das Nações Unidas como várias agências elaboraram durante esses anos resoluções, declarações e documentos orientadores, e se faz necessário abrir canais para avaliar como melhorar a atenção a usuárias e usuários de drogas.